No primeiro trimestre de 2026, São Paulo registrou uma redução nos lançamentos imobiliários, conforme dados do Secovi-SP. Apesar do crescimento dos projetos do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o número de novas unidades caiu 5% em comparação ao ano anterior, totalizando 27,9 mil. O valor desses lançamentos também sofreu uma queda significativa de 19%, somando R$ 12,4 bilhões.
As vendas de imóveis, por outro lado, apresentaram um aumento de 6%, com 29,3 mil unidades comercializadas. No entanto, o Valor Geral de Vendas (VGV) diminuiu 8%, atingindo R$ 12,9 bilhões, devido à predominância de imóveis do MCMV, que possuem preços médios mais baixos. Em março, houve uma recuperação, com lançamentos crescendo 18,5% e vendas subindo 2,9%.
Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, destacou que a preocupação entre incorporadores fora do MCMV está diminuindo, com expectativas de compensação da queda nos lançamentos nos próximos meses. O crédito imobiliário também mostrou sinais positivos, com um aumento de 12% nos financiamentos pelo SBPE.
O MCMV liderou as vendas e lançamentos no trimestre, mas sua participação começou a diminuir, caindo de 80% em janeiro e fevereiro para 58% em março. O Secovi-SP prevê uma retomada gradual dos empreendimentos de médio e alto padrão. A oferta de imóveis novos cresceu 34%, com 84 mil unidades disponíveis, mas a velocidade de vendas diminuiu, com o índice VSO caindo para 11,4%.
O aumento dos custos de construção é uma preocupação crescente, com o INCC subindo 1,04% em abril e acumulando 6,28% em 12 meses. Petrucci alerta que os aumentos nos preços dos materiais, que variam de 10% a 25%, podem impactar a viabilidade de novos projetos e elevar os preços finais, especialmente nos segmentos de média e alta renda.