No primeiro trimestre de 2026, São Paulo registrou uma redução de 5% nos lançamentos imobiliários, conforme dados do Secovi-SP. Apesar do crescimento dos projetos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), foram lançadas 27,9 mil unidades, totalizando R$ 12,4 bilhões, um decréscimo de 19% em valor comparado ao ano anterior.
As vendas de imóveis, por outro lado, aumentaram 6%, com 29,3 mil unidades vendidas, embora o Valor Geral de Vendas (VGV) tenha caído 8%, atingindo R$ 12,9 bilhões. A maior presença de imóveis do MCMV, com preços mais baixos, influenciou essa queda. Em março, houve um aumento de 18,5% nos lançamentos, com 14,7 mil unidades, e as vendas subiram 2,9%, totalizando 10,9 mil unidades.
Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, destacou que a preocupação dos incorporadores fora do MCMV está diminuindo, e o mercado começa a se recuperar. Ele mencionou que a recuperação do crédito imobiliário, que cresceu 12% no trimestre, é um fator positivo. O MCMV liderou as vendas, com um aumento de 17%, enquanto os lançamentos subiram 5%. Em contraste, o segmento de média e alta renda viu uma queda de 13% nas vendas e 20% nos lançamentos.
O aumento dos custos de construção é uma preocupação crescente. O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) subiu 1,04% em abril, acumulando um aumento de 6,28% em 12 meses. Petrucci alertou sobre os reajustes de materiais, que podem variar de 10% a 25%, e como isso pode impactar novos lançamentos e preços finais, especialmente em imóveis de média e alta renda.