No primeiro trimestre de 2026, Belo Horizonte registrou uma redução de 9,8% nas vendas de imóveis, totalizando 6.672 unidades comercializadas, em comparação com 7.397 no mesmo período de 2025, segundo o Data Secovi. Este cenário foi influenciado por fatores econômicos e políticos, como a Copa do Mundo e as eleições, que geraram cautela entre os consumidores, conforme explicou Leirson Cunha, presidente da CMI/Secovi-MG.
Ainda que o início do ano tenha sido desafiador, há otimismo para o restante de 2026. A introdução da Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida, em abril, é vista como um estímulo potencial para a demanda reprimida, podendo alavancar as vendas nos próximos meses. Além disso, a expectativa de redução na taxa de juros até o final do ano pode facilitar o acesso ao crédito imobiliário, favorecendo novos negócios.
Os imóveis residenciais representaram cerca de 90% das vendas em Belo Horizonte no primeiro trimestre. O preço médio desses imóveis subiu para R$ 689,9 mil, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Os apartamentos lideraram as vendas, com 4.997 unidades, apesar de uma queda de 9,3% em comparação com 2025. O segmento de imóveis de alto padrão, no entanto, mostrou crescimento, com aumentos de 10,6% a 31,8% nas vendas de imóveis de luxo.
Os apartamentos econômicos, com valores de até R$ 350 mil, dominaram as vendas, representando 32,6% do total. A região Centro-Sul foi a mais ativa, concentrando 25,1% das negociações, seguida pelas regiões Oeste e Pampulha. Bairros como Santa Lúcia e Belvedere destacaram-se pelo alto valor do metro quadrado, enquanto Buritis, Lourdes e Santo Agostinho lideraram em Valor Geral de Vendas (VGV) no trimestre.
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