A colheita de cana-de-açúcar no Noroeste Paulista encerrou-se com resultados abaixo do esperado devido à escassez de chuvas. Agricultores da região relataram uma queda na produtividade por hectare, mesmo com práticas agrícolas intensificadas. Otávio Zuim, um dos produtores locais, registrou uma média de 85 toneladas por hectare, uma redução de seis toneladas em comparação ao ano anterior. Ele atribui parte desse desempenho à idade avançada de alguns canaviais, que, após múltiplos cortes, apresentam menor rendimento.
O agricultor Antônio Soares Neto, que possui uma propriedade de 800 hectares, também sentiu os efeitos da seca. Apesar de investir em correção do solo e nutrição das plantas, a produtividade caiu para cerca de 50 toneladas por hectare, quando normalmente seria de 52. A saúde das plantas, evidenciada por folhas vigorosas e ausência de pragas, continua sendo um fator crucial para o sucesso da safra.
Para otimizar a colheita, os produtores utilizam técnicas como a pulverização foliar, que fornece água e nutrientes diretamente às plantas. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) informou que, até 1º de novembro, a moagem na região Centro-Sul atingiu 556 milhões de toneladas, uma redução de 1,97% em relação ao ano anterior. Para o próximo ciclo, a expectativa é de uma supersafra de até 640 milhões de toneladas, embora o mercado continue atento às flutuações nos preços do açúcar e à concorrência do etanol de milho.
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