Em 2025, o mercado imobiliário de Goiânia demonstrou notável resiliência, movimentando R$ 8,1 bilhões, mesmo diante de um cenário de juros altos. De acordo com a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), houve uma valorização média de 13,4% nos preços dos imóveis, elevando o preço médio do metro quadrado na capital para R$ 10,5 mil.
A demanda por imóveis permaneceu robusta, impulsionada pela percepção de imóveis como um investimento seguro em tempos de incerteza econômica. O aumento dos custos de produção, a escassez de mão de obra e alterações no Plano Diretor de Goiânia, que reduziram o potencial construtivo em algumas áreas, foram fatores que contribuíram para a elevação dos preços.
O programa Minha Casa, Minha Vida teve um papel significativo no mercado, mas a oferta de habitação popular ainda é considerada insuficiente. Em 2025, apenas 2.651 unidades do programa estavam disponíveis em Goiânia, representando menos de 22% do total de imóveis na cidade, um número abaixo da média nacional de 50%. Para o futuro, espera-se um aumento na oferta, com o governo federal planejando a contratação de 3 milhões de unidades e a prefeitura local projetando a entrega de cerca de 15 mil moradias populares.
O desempenho do mercado em Goiânia destaca o potencial de crescimento de cidades fora do eixo tradicional do Sudeste, atraindo incorporadores e investidores. Para corretores e imobiliárias, o cenário é promissor, com oportunidades para novos projetos e expansão, especialmente no setor de habitação popular, mesmo em um ambiente de juros elevados.