Além de Edison Gasparini, sua esposa, Izabel Cristina Gonçalves Dias Gasparini, recebeu a mesma sentença de prisão e também poderá recorrer em liberdade. Ambos foram condenados a pagar 21 dias-multa, com cada dia avaliado em cinco salários mínimos. Outros envolvidos no caso incluem Paulo Sérgio Gobbi, ex-diretor da Cohab, condenado a cinco anos e dez meses de prisão, e Cleberson Rocha Joaquim, ex-funcionário da família Gasparini, que recebeu uma pena de sete meses de detenção, substituída por serviços comunitários.
Edison e Izabel Gasparini foram absolvidos de três outras acusações de lavagem de dinheiro por falta de provas. Mariana Gonçalves Dias Gasparini, filha do casal, e Maria Luzia Giacometo Dias, mãe de Izabel, foram completamente absolvidas das acusações. Todos os réus foram inocentados da acusação de participação em organização criminosa. A defesa de Gasparini considerou a sentença tecnicamente correta nas absolvições, mas anunciou que recorrerá da condenação por lavagem de dinheiro.
Gasparini já havia sido condenado anteriormente por desvios milionários na Cohab, com o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmando sua condenação por peculato e organização criminosa. Os desvios, que somam cerca de R$ 55 milhões, deveriam ter sido usados para quitar dívidas da Cohab com a Caixa Econômica Federal. Em outro caso, Gasparini foi condenado por improbidade administrativa ao usar recursos da Cohab para uma viagem pessoal a Bruxelas, disfarçada como participação em um fórum de habitação.

