Apesar do crescimento dos pagamentos digitais, como o PIX, o uso de dinheiro em espécie ainda é comum em algumas áreas do interior de São Paulo. Uma pesquisa revelou que 22% dos brasileiros ainda preferem usar notas e moedas. Locais como feiras, igrejas e padarias continuam a utilizar dinheiro vivo, seja por tradição, praticidade ou controle financeiro.
Na feira da rua Floriano Peixoto, em Bauru, o uso de dinheiro é frequente. Consumidores, especialmente os mais velhos, optam por pagar em espécie para controlar melhor suas despesas. Maria Helena dos Reis Moreira, uma frequentadora, afirma que o uso de notas ajuda a evitar gastos excessivos. Os feirantes também preferem o dinheiro devido às taxas das maquininhas de cartão.
Nas igrejas, o dinheiro ainda é usado nas ofertas, embora QR Codes para doações digitais também estejam disponíveis. O pároco Adinam Roniere da Silva observa que a escolha entre dinheiro e PIX varia conforme o público das missas. Fiéis como Marina Prado e Cilso José de Moraes têm preferências distintas, com alguns já aderindo ao PIX.
Em uma padaria no bairro Mary Dota, Bauru, apesar do predomínio dos pagamentos digitais, 20% dos clientes ainda preferem pagar em espécie. A gerente Ana Paula Borges destaca a importância de manter troco disponível para atender a esses clientes.
Um estudo do Banco Central indicou que, embora o PIX seja o método de pagamento mais utilizado, o dinheiro em espécie é a segunda opção mais comum, especialmente entre pessoas de menor renda e idosos. Cerca de 72% dos brasileiros com mais de 60 anos ainda preferem usar notas e moedas.

