Nos últimos dois anos, mais de 30 mulheres foram vítimas de deepfake em cidades do interior de São Paulo, incluindo a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim. A tecnologia de inteligência artificial foi utilizada para criar imagens falsas de nudez, principalmente em escolas de Itararé, Itapetininga e Votorantim, causando danos emocionais significativos às vítimas.
Os casos envolveram adolescentes que usaram deepfake para manipular imagens de colegas. Em setembro de 2024, a prefeita de Bauru denunciou a circulação de fotomontagens que usavam seu rosto. Em Itararé, dois adolescentes foram identificados como suspeitos de criar imagens falsas de estudantes. Em Itapetininga, pais denunciaram manipulações feitas por um aluno, e em Votorantim, dois jovens foram apreendidos por divulgar imagens falsas de uma colega.
As vítimas enfrentam problemas como depressão e ansiedade. Especialistas aconselham reunir provas e denunciar nas plataformas onde o conteúdo é compartilhado. Advogados alertam que o uso de deepfakes pode resultar em sanções legais, incluindo multas e indenizações.
Deepfakes são identificáveis por movimentos faciais estranhos e sincronia imperfeita entre fala e boca. Ferramentas como Google Imagens e Microsoft Video Authenticator podem ajudar na verificação. A educação digital é considerada essencial para desenvolver um senso crítico e evitar desinformação.
Paulo Aguiar, criador de conteúdo, destaca que a tecnologia de deepfake está se tornando mais acessível e realista. Ele enfatiza a importância de aprender a lidar com essa tecnologia e usá-la de forma positiva, reconhecendo suas oportunidades e riscos.

