Botucatu, no estado de São Paulo, foi selecionada pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Butantan para participar de um estudo que visa avaliar a eficácia da vacina contra a dengue em condições reais. A iniciativa pretende imunizar 50% da população local, com idades entre 15 e 59 anos, para analisar o impacto fora dos testes clínicos. A escolha da cidade se deve à sua experiência prévia com vacinação em massa durante a pandemia de Covid-19 e à predominância de casos de dengue do tipo 3 na região.
A cidade foi escolhida devido à sua experiência anterior com a vacinação em massa contra a Covid-19, que demonstrou a capacidade de organização e execução de campanhas de imunização em larga escala. Além disso, a predominância do sorotipo DENV-3 na região foi um fator determinante, já que esse tipo tem contribuído para o aumento dos casos de dengue no Brasil.
O estudo, que conta com a parceria da Unesp de Botucatu, utilizará a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a vacinação de 40 a 50% da população pode ajudar a controlar a doença de forma mais eficaz. A expectativa é que a campanha comece até o final de janeiro do próximo ano, alinhada com a campanha nacional de vacinação.
Além de Botucatu, outras cidades com alta incidência do sorotipo DENV-3 estão sendo consideradas para integrar a estratégia. O Ministério da Saúde planeja iniciar a vacinação nacional com 1,3 milhão de doses, priorizando profissionais de saúde e adultos entre 50 e 59 anos. A produção das vacinas será feita pelo Instituto Butantan, em parceria com uma empresa chinesa, o que permitirá a ampliação da imunização para toda a população.

